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  O dilema de não morrer Por Ronaldo Correia de Brito*      Há cerca de quatro anos um paciente que acompanho teve a suspeita clínica de uma doença neurodegenerativa, uma síndrome parkinsoniana. Nesse tempo, evoluiu com rigidez muscular, perda progressiva de força e da voz, alteração da marcha, dificuldade para deglutir e respirar. Após exaustivas investigações, o diagnóstico nunca foi confirmado, nem se chegou a uma terapêutica que sustasse a progressão dos sintomas.      No momento, ele não anda, não fala, se alimenta através de uma sonda enterorrenal, passando em torno de vinte horas por dia num respirador não invasivo. Há um ano vive sob cuidados de uma equipe médica e para-médica, em atendimento domiciliar semi-intensivo. Vez por outra precisa ser internado por conta de complicações infecciosas.      Muitos pacientes idosos e com doenças crônicas vivem esse mesmo sofrimento. Aqueles que pagam seguro saúde recorrem ao sistema Home Care e podem ser assistidos em suas próprias
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  A dança obriga a gente a viver Laís Bodanzky Laís Bodanzky: “‘Chega de Saudade’ me convida a ser feliz. Volta e meia, me pego pensando que era mesmo esse o filme que queria fazer” (Foto: Divulgação). Magela Lima      Beirando os 40, a cineasta paulista Laís Bodanzky anda feliz como criança. A razão? Sua derradeira cria. Premiado como melhor filme na última edição do Festival de Brasília, “Chega de Saudade” já contabiliza a cota de 150 mil espectadores. Na entrevista a seguir, Laís fala de seu processo criativo e descreve seu encontro com o universo da dança de salão.      Por que construir uma história dentro de um salão de baile? Que tipo de relações e situações se dão especificamente nesse espaço, que não em outro? Por que a opção por um lugar onde se não dança e, não, por exemplo, por um lugar onde se come?      Bom, na verdade, a intenção com esse filme é convidar o espectador a conhecer uma noite num salão. Toda a linguagem, toda a construção desde o roteiro, a filmag
  Sucos de frutas reduzem risco de Alzheimer      Suco de uva seria um dos que oferecem mais benefícios à saúde.      Uma dieta rica em suco de frutas pode cortar o risco de Mal de Alzheimer e outras doenças, segundo uma pesquisa da Universidade de Glasgow, na Grã-Bretanha.      A equipe de pesquisadores realizou um dos primeiros estudos a respeito dos benefícios dos antioxidantes. Antioxidantes são químicos naturais que reduzem o dano a células causado pelos radicais livres, tido como uma importante causa de doenças e envelhecimento.      A pesquisa revelou que os sucos de uva, maçã e amora contêm grandes quantidades de benefícios químicos. Sucos      O estudo será publicado na revista  Journal of Agriculture and Food Chemistry . Pesquisadores do Grupo de Nutrição Humana na Universidade de Glasgow examinaram sucos diferentes e a quantidade de antioxidantes que cada suco continha, além dos diferentes compostos químicos.      Antioxidantes conhecidos como polifenóis cons
    Idosos que fazem sexo são mais saudáveis Levantamento feito nos EUA mostra a vida sexual depois dos 60. Trabalho mostrou que os que faziam mais sexo eram os que tinham mais saúde.      Segundo estudo, 81% dos homens e 51% das mulheres entre 57 e 85 anos não dispensam o sexo (Foto: New York Times)      Esqueça aquela história de que o vovô e a vovó preferem ver TV no sábado à noite. Um levantamento feito nos Estados Unidos revela que, pelo menos entre os americanos, os idosos entre 57 e 85 anos são muito mais sexualmente ativos do que os “jovenzinhos” podem pensar. E mais: os que mais fazem sexo na terceira idade são também os mais saudáveis.      O estudo encomendado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, e publicado na revista científica “The New England Journal of Medicine”, revela que a maioria dos americanos acima dos 57 não apenas faz sexo, como considera o ato sexual uma parte muito importante da vida.      Entre as idades de 57 e 64, 73% dos idos
  De olho no diabetes Por Fábio de Castro      Pesquisadora da Unicamp demonstra que hipertensão está associada a fatores que desencadeiam uma das mais freqüentes complicações crônicas do diabetes: a retinopatia diabética, lesão que pode levar à cegueira.      A tendência genética à hipertensão arterial está associada aos fatores que desencadeiam uma das mais freqüentes complicações crônicas do diabetes: a retinopatia diabética, lesão na retina que pode levar à cegueira. A relação foi demonstrada pela primeira vez por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).      O estudo, realizado por Jacqueline Mendonça Lopes de Faria, professora da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa. O projeto, concluído em junho, foi a base de um novo estudo sobre o tema, já em andamento.      De acordo com Jacqueline, a pesquisa, cujo objetivo era aprofundar a compreensão da patogênese da retinopatia diabética, tem
  Música Favorece o Bom Envelhecer Estudo recente mostra que as perdas auditivas que costumam ocorrer com o envelhecimento podem ser evitadas com treinamento musical.  Por Redação Portal na categoria 'Saúde-Doença'      Música, um verdadeiro bálsamo para o espírito, agora, graças a recentes pesquisas torna-se um importante aliado no processo de envelhecimento. Na realidade o que se apurou no trabalho foi que o treinamento musical pode evitar ou compensar atrasos no sincronismo neural (capacidade do cérebro para codificar e depois decodificar estímulos sonoros). Este estudo em questão, somado com outros, sugere que experiências musicais ao longo da vida podem retardar certos aspectos do processo de envelhecimento, como a perda de audição e memória.      Coisas aparentemente simples gerando resultados preciosos na qualidade de vida das pessoas. Os pesquisadores da Northwestern University, afirmam se este, o primeiro estudo a oferecer uma evidência biológica de que
 Da velhice como potência ativa da vida Por Afin      Para melhor instituir o controle sobre o corpo, o poder precisa fragmentá-lo, daí a divisão em limites de idade que, a partir da psicologia, da pedagogia, mais dizem o que deve um corpo fazer em determinado período de sua existência do que o que ele pode realizar em sua potência. E assim foram instituídas as idades do homem: Infância, Maturidade, Velhice.      Nos estratos capitalísticos, que levam em conta apenas a produção no plano do capital (força de trabalho, mais-valia = lucro) sem qualquer menção a alguma satisfação existencial legítima, os velhos, assim como as crianças, não servem. Estas porque ainda não atingiram a rigidez exigida dos músculos; aqueles porque não a possuem mais. No caso da velhice, essa “dispensa” das funções ocorre quando todas as energias já foram sugadas e todas as linhas de atuação do ser em sua totalidade já foram interrompidas, restando o triste fascínio com o opressor que o descartou. E isso não