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Etarismo – a exclusão pela idade Muitas pessoas já se sentiram vítimas de Etarismo em todos os locais do mundo e também no nosso país. Vários são os sinais. O ser recusado um crédito, um cartão de crédito ou um seguro devido à idade, descobrir que a atitude de uma organização face aos mais velhos resulta em que se tenha um pior serviço, perceber os limites de idade em relação a benefícios (pensões, etc.) ou mesmo perder o emprego por causa da idade.
Por Tatiana A. Santos*
O termo ageism ou agism foi desenvolvido por Robert Butler em 1969 e foi definido como sendo um estereótipo sistemático de discriminação contra pessoas devido à idade. Este conceito não tem, em português, termo correspondente tendo sido, por isso, “baptizado” por Joana Amaral Dias de Etarismo. Muitas pessoas já se sentiram vítimas de Etarismo em todos os locais do mundo e também no nosso país. Vários são os sinais. O ser recusado um crédito, um cartão de crédito ou um seguro devido à idade, descobrir que a atitude de uma organização face aos mais velhos resulta em que se tenha um pior serviço, perceber os limites de idade em relação a benefícios (pensões, etc.) ou mesmo perder o emprego por causa da idade. Contudo, se a idade funciona como pretexto de exclusão na nossa sociedade, se o idoso se torna um fardo para a mesma e para a sua família, se envelhece sem apoio e sem redes sociais, o mesmo não acontece noutras culturas. Na índia, em algumas culturas orientais e, sobretudo nas tribos índias americanas verifica-se o oposto. O ancião é um elo de ligação entre os antepassados e as novas gerações. São os mais velhos que transmitem os aspectos culturais da sua sociedade. A tradição oral – as histórias contadas às crianças – transportam a mitologia, crenças e factos verídicos do seu povo. São eles que ensinam as normas de conduta. É preciso agir e ter consciência de um fenómeno que alastra à medida que estas linhas vão sendo escritas. Compete aos técnicos de reabilitação e inserção social, antropólogos, sociólogos, psicólogos, políticos e a uma multiplicidade de áreas trabalhar com estes homens e mulheres válidos, criar politicas sociais adequadas e apoiar as famílias.
_____________________ Fonte: Rostos On-line, 9/12/2009.http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=111032&mostra=2
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