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Violência e maus tratos contra a pessoa idosa*
Diego Miguel Daniela Nascimento Silvio Alabarse
O crescimento da expectativa de vida no Brasil - enquanto país subdesenvolvido - é uma grande conquista histórica e social, principalmente ao observarmos o aumento da qualidade de vida alcançada nos últimos anos.
Conforme analisado nos estudos epidemiológicos sobre a crescente expectativa de vida, nos deparamos com novos desafios, como observado na violência contra a pessoa idosa, principalmente por este ser um assunto relevante à Saúde Pública, com o objetivo de diminuir o índice de morbimortalidade provenientes desses eventos.
Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, violência é o uso intencional da força ou poder em uma forma de ameaça ou efetivamente, contra si mesmo, outra pessoa, grupo ou comunidade, que ocasiona ou tem grandes probabilidades de ocasionar lesão, morte, dano psíquico, alterações do desenvolvimento ou privações (2002).
São muitos os termos que definem a violência, que perpassa a violência física da violência simbólica – conceito defendido por Pierre de Bourdieu (1989), que segundo o sociólogo francês é a violência desenvolvida pelas instituições e pelos agentes que as animam e sobre a qual se apóia o exercício da autoridade, desvalorizando a autonomia e o protagonismo.
Dentre as diversas definições, consta no Plano de Ação para Enfrentamento da Violência contra a Pessoa Idosa organizado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, tipologias padronizadas internacionalmente para designar as formas mais freqüentes de violência praticadas contra a pessoa idosa, tais como: violência física, abuso psicológico, sexual, financeiro, abandono, negligência e a auto negligência.
O estatuto do idoso prevê a disposição de serviços especiais de prevenção e atendimento às vítimas de negligência, maus tratos, exploração, abuso, crueldade e opressão, e ainda no mesmo capítulo garante a proteção jurídica social por entidades de defesa dos direitos dos idosos e ainda a mobilização da opinião pública relacionado a participação dos diversos segmentos da sociedade no atendimento do idoso, ações que reafirmam os princípios constitucionais e os da Política Nacional do Idoso.
A falta de denúncia é a maior dificuldade para chegar até o idoso vítima dos maus tratos, mesmo observando o aumento de ocorrências relatadas após a implantação do estatuto do idoso, mas não o suficiente para a mobilização social contra estes eventos.
Com o objetivo de sensibilizar a sociedade e os próprios idosos no combate à violência a Rede Internacional de Prevenção de Maus Tratos a Idosos em parceria com a Organização das Nações Unidas no ano de 2006 declarou o dia 15 de junho como Dia Mundial de Conscientização da Violência à Pessoa Idosa com a proposta de romper o silêncio aos maus tratos e toda forma de violência.
A violência contra os idosos além de ser uma violação aos direitos humanos é um dos principais motivos de lesões, doenças, isolamento social e depressão.
Infelizmente a maior parte das ocorrências registram a violência no contexto familiar, praticada por um membro próximo ao idoso.
Segundo pesquisa da delegacia do idoso da cidade de São Paulo em 2005, 20% das ocorrências sobre violência e maus tratos são acometidos por filhos do sexo masculino e aproximadamente 15% do sexo feminino, os genros e noras somam 9% da pesquisa.
A violência e maus tratos dentro do contexto familiar pode ser compreendido pelo viés da co-habitação no modelo familiar contemporâneo e intolerância e despreparo dos familiares das diferentes gerações para lidar com as questões do envelhecimento na vida cotidiana.
Com o intuito de promover a reflexão sobre o assunto e despertar meios de conscientização sobre cultura de proteção, o CRECI@ em consonância com as Políticas Públicas para o cidadão idoso engaja-se na campanha de conscientização contra a violência promovendo no mês de junho uma palestra sobre Combate a Violência Contra a Pessoa Idosa com a Assistente Social, especialista em Gerontologia e estudiosa do tema, professora Zally Pinto Vasconcellos de Queiroz.
Órgãos de defesa da pessoa idosa
DELEGACIAS DE PROTEÇÃO AO IDOSO A Delegacia de Proteção ao Idoso que existe nos distritos da cidade de São Paulo e Grande São Paulo tem como objetivo a investigação de denúncias e infrações penais cometidas contra pessoas com mais de 60 anos de idade.
Segunda a sexta-feira das 09:00 às 19:00 h.
01ª Seccional - Delegacia do Idoso - Região: Centro Fone: 011 3256 3540 / 3237 0666 Endereço: Primeiro pavimento da Estação República - Centro - São Paulo
02ª Seccional - Delegacia do Idoso - Região: Sul Fone: 011 5017 0485 / 50113459 Endereço : Avenida Engenheiro George Corbisier, 322 - Jabaquara - São Paulo CEP: 04345000
03ª Seccional - Delegacia do Idoso - Região: Oeste Fone:011 3672 6231 Endereço : Rua Itapicuru, nº 80 - Perdizes - São Paulo CEP: 05006000
04ª Seccional - Delegacia do Idoso - Região: Norte Fone: 011 2905 2523 Endereço : Rua Camares , nº 94-A Carandiru - São Paulo CEP: 02068030
05ª Seccional - Delegacia do Idoso - Região Leste Fone: 011 2225 0287 Endereço: Rua Antonio de Camardo, nº 69 - Vila Gomes Cardim - São Paulo CEP: 03309000
06ª Seccional - Delegacia do Idoso de Santo Amaro Fone: 011 5541 9074 Endereço : Rua Padre José de Anchieta , nº 138 - Santo Amaro São Paulo CEP: 04742000
07ª Seccional - Delegacia do Idoso de Itaquera Fone: 011 2217 0224 / 2217 0075 Endereço : Avenida Padre Estanislau de Campos, nº 750 Cj. H.Padre Manuel Nóbrega - São Paulo CEP: 03590060
08ª Seccional - Delegacia do Idoso de São Mateus Fone: 011 2217 1727 / 2217 1728 Endereço : Rua Osvaldo Pucci, nº 180 Jardim Nossa Senhora do Carmo - São Paulo CEP: 08270700
Delegacia do Idoso de Carapicuiba Fone: 011 4201 1918 / 4201 2088 Endereço : Rua Projetada, nº 39 Jardim Tupa - Barueri CEP: 06436000
Delegacia do Idoso de Diadema Fone: 011 4048 2826 Endereço : Avenida Alda , nº 40 - Centro - Diadema CEP: 09910170
Delegacia do Idoso de Guarulhos Fone: 011 2475 2077 / 2479 3591 / 2408 9477 Endereço : Rua Silvestre Vasconcelos Calmon, nº 296 - Vila P. Moreira - Guarulhos CEP: 07020000
Delegacia do Idoso de Osasco Fone: 3681 2957 Endereço : Rua Pedro Biel, nº 61 - Osasco
Delegacia do Idoso de Santo André Fone: 011 4425 0336 / 4425 6570 / 4425 6508 Endereço : Rua Filinto de Almeida, nº 123 Vila Boa Vista - Santo André CEP: 09190020
Delegacia do Idoso de São Bernardo do Campo Fone: 011 4356 1532 Endereço: Rua Roberto Scarpelli Amadeu Biguci, nº SN - Pq. Espacial - SBC CEP: 09812230
Delegacia do Idoso de Taboão da Serra Fone: 011 4138 3041 / 4138 3316 / 4138 3340 Endereço : Rua Albert Einstein, nº 80 - Jardim Salete - Taboão da Serra CEP: 06780110
Delegacia do Idoso de Ribeirão Preto Fone: 016 3610 6067 Endereço : Rua Goiás, nº 656 - Campos Elíseos- Ribeirão Preto CEP: 14080260
Delegacia do Idoso de Santos Fone: 013 3228 6400 Endereço : Rua São Francisco, nº 136 - Centro - Santos CEP: 11013200
Delegacia do Idoso de São José do Rio Preto Fone: 017 3231 0599 / 3231 0606 Endereço: Rua Generosa Bastos, nº 3333 - Redentora - São José do Rio Preto CEP: 15015790
MINISTÉRIO PÚBLICO GAEPI - Grupo de Atenção Especial de Proteção ao Idoso Rua Riachuelo, 115 - 01º andar
PROMOTORIA DE ATENDIMENTO AO IDOSO A primeira Promotoria de Atendimento ao Idoso implantada no país. Responsável pelas denúncias de idosos, vítimas de violência e maus tratos. Abusos cometidos em clínicas e instituições de longa permanência também são passíveis de denúncias.
Promotoria Rua Riachuelo, 115 – 10º andar segunda a sexta-feira das 13 às 19 horas. Fone: (11) 3119-90830 e 3119-9082.
Defensoria Pública Avenida Liberdade, 32 – centro Fone: (11) 3105-5799
COMISSÃO MUNICIPAL DE DIREITOS HUMANOS Páteo do Colégio, 05 - Centro Fone: 0800-7701445
POLÍCIA MILITAR Fone: 190
DISK DENÚNCIA Fone: 181 (Região Metropolitana) ou 0800-156315 (Estado de São Paulo)
*Texto encaminhado pela equipe do CRECI: Centro de Referência da Cidadania do Idoso – CRECI@ R: Formosa, 215 – Vale do Anhangabaú Fone: 11-3255-5302/ 11- 3258-7450 e-mail: creci.incubadora@gmail.com
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