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Atenção redobrada no trânsito Mário Dáud “Geralmente os idosos têm lesões leves, quando são lesões graves geralmente eles morrem a caminho do hospital”, diz a geriatra Elisa Costa. Dentre as causas de atropelamentos estão alterações próprias do envelhecimento, como comprometimento da mobilidade, limitações na visão, audição, diminuição dos reflexos, além da diminuição da força muscular da perna e velocidade de marcha. Além das limitações motoras existem ainda as doenças mais comuns, como reumatismo, osteoporose, alteração do quadro mental como doença de Alzheimer e de Parkinson. Algumas das prevenções é o uso de bengalas, além da adaptação de calçadas com rampa, com maior nivelamento, “ruas com alto fluxo de veículos deveriam contar com botoneiras para que o pedestre sinalize que irá atravessar a rua”, sugere Elisa. Trânsito No que diz respeito a ônibus, a geriatra sugere veículos que tenham opção de rebaixamento das escadas, como aquelas planejadas para auxiliar pessoas com deficiência locomotora (PDL). “Nosso transporte urbano ainda precisa ser melhorado para receber essa população de indivíduos idosos que aumentam aceleradamente no Brasil”, comenta Elisa. Outros problemas ligados ao transporte coletivo são os casos de motoristas que fazem arrancadas durante as viagens ou mesmo casos de desrespeito dos passageiros que não cedem bancos reservados aos idosos. Uma queda, por mais simples que seja, pode trazer complicações para a população da terceira idade. A reportagem do HOJE inclusive noticiou (na edição de sexta-feira) caso de desrespeito à área reservada ao embarque de idosos nos terminais de Goiânia. “O mais importante é o humano, quem está dirigindo o veículo deve saber que tem idosos nos ônibus, aguardar todos os passageiros subirem ou descer das escadas, já os passageiros devem ceder o banco para eles também”, diz Elisa. Uma vítima de acidente de trânsito é Antônio José dos Reis, 78 anos, que foi atropelado por um motociclista no bairro Jardim das Oliveiras. Há 15 dias ele está internado no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). “Estava indo ao açougue, eu estava parado no meio-fio”, conta. Segundo a versão de um dos filhos, o motociclista que atropelou Antônio era menor de idade e estava em alta velocidade.
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