Diabetes Mellitus tipo 2


Por João
Batista Alves de
Oliveira - pesquisador mentor

 

O Diabetes Mellitus é uma doença em que o paciente tem seu nível de açúcar no sangue permanentemente acima de valores padronizados como o limite máximo que é de 200,0 mg/dL (hiperglicemia).

 

Tem-se dois tipos de diabetes: o tipo 1, que aparece em fases precoces da vida (normalmente infância e adolescência) em que o indivíduo é totalmente dependente de insulina aplicada por injeções diárias; e o tipo 2, que aparece na idade adulta em que o paciente, em princípio, não é dependente de insulina externa.

 

O tipo 2 aparece normalmente após os 40 anos de idade. O pâncreas, que até então produzia insulina em quantidades suficientes, passa a fazê-la abaixo das necessidades orgânicas. Sem insulina suficiente para levar a glicose para as  células, esta se concentra no sangue (hiperglicemia).

 

É uma doença de alta prevalência em idosos, com maior porcentagem dos 65 aos 74 anos de idade. No Brasil há 5 milhões de diabéticos, sendo que 2,3 milhões não se sabem portadores.

 

O Diabetes Mellitus 2 depende fortemente de predisposição genética, porém associado a fatores externos, a saber:

 

  • os abusos alimentares, com alto consumo de gorduras e açucares;

  • etilismo;

  • obesidade, principalmente a abdominal, que é o principal fator de risco, levando a uma resistência à insulina;

  • utilização de alguns fármacos, como os corticóides por tempo prolongado.

 

O Diabetes Mellitus é uma doença que afeta variados órgãos, trazendo complicações graves. Rins, retina, miocárdio e nervos periféricos são grandemente afetados:

 

  • 26% dos pacientes em tratamento com diálise são diabéticos;

  • retinopatia, glaucoma, trombose venosa e degeneração macular são comuns no diabético, podendo levar à perda da visão;

  • insuficiência cardíaca congestiva e infarto agudo do miocárdio são freqüentes no diabético, sendo que o infarto pode ocorrer sem dor;

  • devido ao acometimento dos nervos periféricos podem ocorrer neuropatias manifesta pela sensação de formigamentos, dormências, comuns à noite;

  • 15% dos diabéticos apresentam úlcera de pé;

  • a principal causa de neuropatia e amputação não traumática é o Diabetes Mellitus;

  • acidente vascular encefálico é outra complicação freqüente no diabético;

  • lentidão no esvaziamento gástrico é comum, sendo freqüente a queixa de digestão difícil.

 

Nesse breve resumo você pode ver os extensos e graves danos causados pelo Diabetes Mellitus. As complicações representam o evento tardio das alterações acumulativas da doença não adequadamente tratada.

 

Fica claro, então, a necessidade do adequado tratamento do Diabetes Mellitus, de forma efetiva e preventiva, com controle médico adequado, dieta adequada e medicamentos.

 

O tratamento medicamentoso é feito com hipoglicemiante oral e eventualmente, em fases adiantadas, ou na época de cirurgias, com insulina.

 

No caso do Diabetes Mellitus a medicina ajuda, porém a maior contribuição vem do próprio paciente a si mesmo.

 

João Batista Alves de Oliveira – Médico. Mestrando em Gerontologia PUC-SP

 

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