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O Diabetes Mellitus é uma doença em que o paciente tem seu nível de açúcar no sangue permanentemente acima de valores padronizados como o limite máximo que é de 200,0 mg/dL (hiperglicemia).
Tem-se dois tipos de diabetes: o tipo 1, que aparece em fases precoces da vida (normalmente infância e adolescência) em que o indivíduo é totalmente dependente de insulina aplicada por injeções diárias; e o tipo 2, que aparece na idade adulta em que o paciente, em princípio, não é dependente de insulina externa.
O tipo 2 aparece normalmente após os 40 anos de idade. O pâncreas, que até então produzia insulina em quantidades suficientes, passa a fazê-la abaixo das necessidades orgânicas. Sem insulina suficiente para levar a glicose para as células, esta se concentra no sangue (hiperglicemia).
É uma doença de alta prevalência em idosos, com maior porcentagem dos 65 aos 74 anos de idade. No Brasil há 5 milhões de diabéticos, sendo que 2,3 milhões não se sabem portadores.
O Diabetes Mellitus 2 depende fortemente de predisposição genética, porém associado a fatores externos, a saber:
O Diabetes Mellitus é uma doença que afeta variados órgãos, trazendo complicações graves. Rins, retina, miocárdio e nervos periféricos são grandemente afetados:
Nesse breve resumo você pode ver os extensos e graves danos causados pelo Diabetes Mellitus. As complicações representam o evento tardio das alterações acumulativas da doença não adequadamente tratada.
Fica claro, então, a necessidade do adequado tratamento do Diabetes Mellitus, de forma efetiva e preventiva, com controle médico adequado, dieta adequada e medicamentos.
O tratamento medicamentoso é feito com hipoglicemiante oral e eventualmente, em fases adiantadas, ou na época de cirurgias, com insulina.
No caso do Diabetes Mellitus a medicina ajuda, porém a maior contribuição vem do próprio paciente a si mesmo.
João Batista Alves de Oliveira – Médico. Mestrando em Gerontologia PUC-SP
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