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Hipotireoidismo na velhice
Por João Batista Alves de Oliveira* - pesquisador mentor
Hipotireoidismo é uma manifestação clínica de uma função diminuída da glândula tireóide (passa a produzir menos hormônio).
O chamado hipotireoidismo primário (insuficiência da própria glândula) pode se dever a um quadro inflamatório (Tireoidite de Hashimoto), idiopática (aquela para a qual não se consegue encontrar uma causa), por destruição da glândula devido a tratamento com iodo ou cirurgia. Também pode ocorrer devido ao uso de alguns medicamentos, como o lítio, usado em alguns tratamentos psiquiátricos.
Os sintomas que podem indicar hipotireoidismo são: - constipação intestinal - aumento de peso - intolerância ao frio - falta de ar - lentificação do pensamento - falta de vontade para realizar coisas
Clinicamente podemos encontrar: - pele fria e seca - voz lenta - rouquidão - cabelos secos - bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos) - reflexos tendinosos diminuídos - língua espessa
O surgimento dos sinais e sintomas típicos suscitam o diagnóstico, o qual será confirmado através de exames laboratoriais (dosagem de hormônios).
Caracterizado o hipotireoidismo, o tratamento é feito com o uso de hormônio (comprimido de levotiroxina sódica), que deve ser tomado diariamente, em jejum, de forma contínua.
Faz-se necessário o controle médico regular, principalmente para que se estabeleça a dose ideal do medicamento, o que varia muito entre pessoas ou mesmo em diferentes fases de evolução da doença.
Ainda que possa causar vários transtornos à pessoa, é passível de tratamento, o qual é bem simplificado, exigindo a tomada de 01 comprimido diário e o controle médico regular, com regulares dosagens sanguíneas dos hormônios tireoideanos.
Os sinais e sintomas anteriormente listados, de forma isolada, não caracterizam a doença, o que é feito por um contexto clínico geral. Porém, servem de orientação para a avaliação da necessidade da procura de avaliação médica.
Lembre-se, a dose de remédio que o vizinho, a irmã, a amiga toma pode não ser a sua, podendo então trazer prejuízos ao invés de benefícios. Por isso, não utilize medicamento sem a prescrição e controle médico.
João Batista Alves de Oliveira. Médico. Especialista pela Sociedade
Brasileira de Clínica Médica. Mestrando em Gerontologia PUC-SP e
pesquisador mentor do Portal do Envelhecimento..
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