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Trabalho e Velhice
Veja os comentários postados
O trabalho vem sendo desde o início do século XX difundido
como um dos princípios organizadores da vida social. Por isso a
identidade profissional passou a ser significativa e determinante do
lugar da pessoa na sociedade. Mas com a idade, as possibilidades de
trabalho remunerado são muito reduzidas. Mesmo empregado, o fantasma
da aposentadoria persegue o indivíduo, pois junto com ela, há a
perda do status profissional, a redução de renda, mudança de
hábitos, sentimentos de desqualificação e impotência, etc.
Uma vez
aposentados, muitos(as) idosos(as) exercem diferentes papéis, seja
no seio da família como contadores de histórias, cuidadores,
motoristas e tantos outros; seja na sociedade, atuando em suas
comunidades, paróquias, junto a vizinhos ou mesmo a familiares
adultos, trabalhando gratuitamente na solução de problemas e
construção de melhor qualidade de vida para muitos. Outros ainda
trabalham em cooperativas ou então se lançam como novos
empreendedores.
Estes tantos
outros projetos fazem parte da vida das pessoas. Remunerado ou não,
o trabalho faz parte da velhice, e como tal deve ser repensado desde
já enquanto projeto de vida. É disso que este Portal Fórum sobre
Trabalho e velhice trata. Sabemos da existências de diversos
modos de se vivenciar o trabalho nesta etapa da vida e por isso
convidados todos os usuários a entrarem neste debate, acrescentando,
refletindo ou simplesmente trocando experiências...
O fórum está a
aberto!
Regina Pilar
Galhego Arantes
moderadora
Clique nos artigos
abaixo, leia com atenção e posicione-se clicando
ao final de cada um deles. Boa leitura!
Espaço do Usuário
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Sebastião A.
Baracho comenta: |
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Viviam,
O seu texto é excelente e
fidedigno com a realidade atual, em que pesam o valor do
trabalho em uma balança desigual, ou seja: um trabalho bem
feito pelos jovens pesa mais no conceito do que iguais
misteres efetuados por um idoso, mesmo com a resultante
equiparada e, ainda dizem por aí, que discriminação é assunto
racial. Aprendi muito com os meus avós, apesar da distância
que havia entre nós, o que transformava a convivência
relativa, entretanto, eles tinham muito a me ensinar: "Escolha
os seus amigos sendo o pior dentre eles para aprender!",
"Antes o pouco do que o nada!", "O caminho mais curto nem
sempre é o ideal!", etc. Eu não tenho o dom do
compartilhamento... Arredio mesmo! A minha única forma de
tentar ajudar é escrevendo poemas, textos e livros e os
enviando por e-mail. Não tenho sobras financeiras, contudo, o
salário (soldo) que recebo do Estado me dá autonomia aceitável
sem sobras para pagar parcerias a fim de editar os meus 18
livros. Dessa forma, vou DECOMPONDO-OS em textos que envio a
quem os pedir por e-mail. Aposentado há vinte anos, afastei-me
das bebidas alcoólicas, dos bancos de jardins e dos bares e me
abracei a um computador a escrever e escrever, sempre criando!
Todavia, me esbarrei nas famigeradas parcerias pedidas pelas
editoras e, não tendo dinheiro nem querendo vender idéias com
pagamentos antecipados, estou doando os meus livros. Contudo,
eles me deram outro alento para viver e me CURARAM dos
tremores das mãos (talvez "LER") e do estresse. Portanto, o
valor do meu trabalho literato de um mero escrevinhador já me
pagou regiamente e fisicamente, além disso, e, por isso, tenho
textos publicados em vários sites (Portal do
Envelhecimento/Jornal A Página de Portugal/ Shvoong/ Câmara
Brasileira de Jovens Escritores/ Giraldo/ Portugalvirtual e
outros. Pedindo desculpas pela prolixidade e pelos lamentos,
me coloco ao seu dispor... (Quer um livro meu?). Um abraço
virtual, porém... Sincero! |
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Viviam Cristina Herrero Lemos
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Caro Sebastião,
Fico feliz que lhe tenha parecido
oportuno o tema que colocamos para reflexão e espero que
consiga benefícios saudáveis trabalhando com as palavras.
Agradeço pelo livro oferecido e aguardo endereço para
retirada. Um abraço. |
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Áurea Soares comenta: |
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Nas oficinas de geração de renda
que vocês promovem para idosos de baixa renda, eles têm outras
motivações, além da possibilidade de receber recurso
financeiro? |
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Andréa Poscai
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A Casa de Simeão, como mencionei,
é um projeto da Associação Reciclazaro e tem como objetivo
principal, o resgate da auto-estima, e acima de tudo, a
re-inserção dessas pessoas na sociedade. Eles têm um tempo de
permanência de até dezoito meses. Porém, na prática, acabam
ficando por mais tempo. Temos alguns casos de idosos que
chegaram na Casa sem o contato com a família ou com os
vínculos rompidos mesmo e através do estímulo e muita conversa
conseguimos reaproximá-los. Também temos idosos já com idade
bem avançada que perdeu a autonomia, nesses casos,
encaminhamos para Instituições de Longa Permanência (o que é
bem difícil conseguir gratuidade). Sabemos que os idosos já
sofrem o preconceito devido à idade, quando são idosos
ex-moradores de rua, sem família ou sem o vínculo familiar,
sem moradia, a situação é ainda mais difícil. Através de
atividades sócio-educativas, procuramos ampliar o universo de
conhecimento e a possibilidade de refletir e contextualizar
sua trajetória na perspectiva de novas escolhas e
possibilidades.No momento a Instituição realiza, em outro
albergue, um Núcleo Produtivo, onde também encaminhamos nossos
idosos, que ensina, produz e a própria Reciclazaro se
encarrega de sair em busca de parceiros para venda dos
produtos. Com a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento
Social, temos a parceria e dentro da Loja Social, nossos
atendidos vendem seus produtos. Também temos outras parcerias
com outras ONG´s e através da RUARTE (união de várias ONG´s
que expõe os produtos em Hotéis, Shoppings e outros
locais)onde os próprios artesãos vendem seus produtos. Espero
ter respondido a sua pergunta. Um abraço. |
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Maria Cecília Teodoro Sanches
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O projeto realiza várias ações
além da geração de renda para os idosos, como curso de
capacitação com várias formações e a oficina LaborArte, onde
suas habilidades criativas são passadas para outras gerações,
estabelecendo vínculos e transmissão de valores humanísticos e
solidários. O ganho, portanto, atinge esferas da sobrevivência
do cotidiano e da alma humana. Um grande abraço. |
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Érica Guedes comenta: |
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Ótimo artigo, cara Andréa. Você é
a prova de que a dedicação e o comprometimento fundamentam
qualquer trabalho social. |
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Andréa Poscai
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Obrigada Érica, acredito que tudo
que é feito com amor só pode dar certo! Um Abraço. |
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Irene Gaeta comenta: |
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Vivian,
Penso que no futuro poderemos ter
um movimento exatamente contrário. Os velhos poderão ser
detentores do saber, e com sua visão critica, produtores do
conhecimento, artes, enfim... uma nova geração, uma nova
cultura, onde haja possibilidade de crescer. Afinal, com a
longevidade, ter sessenta anos é estar ainda jovem... Com sua
visão técnica de economista, será que chegaremos neste ponto?
mudaremos nossa cultura? nossa visão distorcida da realidade? |
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Viviam Cristina Herrero Lemos
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Olá Irene,
Pensando com cabeça de economista,
diria que o critério de valorização estará sempre vinculado ao
modelo sócio-econômico predominante. O atual trabalho tido
como doméstico feito por nós, não envolvendo remuneração, não
é considerado produtivo pelo sistema vigente, o que de alguma
forma compromete o valor que a sociedade atribui a essas
atividades, afinal produtividade é base fundamental do
capitalismo. Infelizmente vejo mudanças muito lentas em torno
das regras que regem o capital. No entanto, acredito na nossa
capacidade como ser humano de buscar o melhor para nós, e
concordando com sua observação, a longevidade é um fato e
encontraremos novos arranjos e significados para viver melhor
tal conquista. Podemos considerar, por exemplo, que antes de
pensar na idade ou no jeito de fazer daquele que cuida do neto
ou do aposentado que resolve problemas administrativos dos
filhos, olhemos para a contribuição dada por esses pessoas,
enquanto "fazedores" que são (ou que seremos.....). Um abraço. |
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