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Relação
profissional de saúde e paciente idoso
Veja os
comentários postados
O Portal Fórum deste mês trata de um tema crucial para a
Gerontologia. Se por um lado observamos o deslocamento de
responsabilidades de gestão da saúde para o ambiente privado e
individual e que a partir disso obriga a necessidade de uma gestão
compartilhada da velhice; por outro, o pilar para o sucesso da
adesão ao tratamento continua sendo a relação médico-paciente,
muitas vezes, senão a maioria, impessoal e desumanizada. Mas uma
experiência trabalhada por uma equipe mostra que é possível outras
alternativas.
Já para os que praticam a Gerontologia e que tratam idosos
com incapacidades físicas crônicas, especialmente em Unidade de
Terapia Intensiva (UTI), não se limitam a lutar contra a
enfermidade, mas também contra os efeitos colaterais de seus
tratamentos, questionando-os em relação à própria condição humana.
No Brasil, a Fisioterapia, por exemplo, tem tido uma evolução
lenta e difícil, devido, principalmente, às peculiaridades próprias
do meio em que se desenvolve, especialmente em UTI. Os conhecimentos
avançam rapidamente, à exceção de eventos científicos, pois
atualmente os estudos sobre as doenças crônicas que trazem lesões
incapacitantes não têm esclarecimentos sobre seus prognósticos e
tratamentos quando o idoso torna-se crítico e necessita de terapia
intensiva.
Estes temas são abordados neste Portal Fórum. Esperamos que
os usuários (profissionais, professores, pesquisadores e os próprios
idosos) possam se manifestar, expondo suas reflexões, críticas ou
simplesmente opinando, ampliando, assim, o debate sobre a relação
profissional de saúde e paciente idoso. O debate está aberto.
Participem. Sua voz é importante para a Gerontologia!
Bernadete Oliveira
Moderadora
Espaço do Usuário
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Dr. João comenta: |
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Realmente a situação de não
pertencimento é cada vez mais presente nos idosos. E que bom que
existam profissionais trabalhando com a finalidade de fazer com
que antigas representações se construam |
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Dorli Kamkhagi
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Caro João,
Fico contente de perceber que cada
vez mais pessoas como você estão atentas a todo este processo de
exclusão. Como devemos fazer? Que políticas de cuidados devemos
adotar? Quais as nossas responsabilidades? Me parece que as
perguntas são enormes, porém temos que rever os nossos
estereótipos "caducos" que ainda atuam e repensar muita coisa.
Obrigado |
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Dr. João comenta: |
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Que bom se realmente houvesse uma
gestão compartilhada da velhice. Pode ser difícil, porém não é
impossível se cada um em sua instância fizer a sua parte. Um
sonho? Pode ser. Mas um sonho possível de ser realizado! |
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Ângela
Maria Machado de Lima
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Dr. João,
A gestão compartilhada da velhice é
ao mesmo tempo uma idéia reguladora (se quisermos um princípio
ético-político ou sonho em termos mais afetivos), mas também é
algo que já acontece em alguns serviços de saúde tais como o CSE
Samuel B. Pessoa - FMUSP. O que advogo no artigo que enviei é
que precisamos expandir a possibilidade da responsabilização
social pela velhice em nosso país. |
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Antônio Alves comenta: |
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Parabéns pela excelência dos
artigos. É de continuar a partilhar com os demais, só dessa
troca de saberes podemos ajudar os outros!
Com amizade
Aceitem os meus melhores cumprimentos. |
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Dorli Kamkhagi
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Acho muito importante todas as
manifestações de apoio ao nosso trabalho na busca de um lugar
(espaço de dignidade) ao indivíduo que envelhece . Parabéns a
todos nós! |
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Bernadete de Oliveira
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Agradeço a atenção e carinho com os
quais abordou este fórum. É muito bom contribuir, principalmente
com o bem-estar do próximo. Parabéns! |
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Ângela
Maria Machado de Lima
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Antônio, agradeço pela parte que me
toca no elogio e gostaria de incentivar o diálogo: Você poderia
destacar o(s) aspecto(s) que achou mais interessantes nos
artigos? |
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Dr. João comenta: |
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Com o crescimento da tecnociência a
distanásia passou a ser uma realidade, principalmente
considerando-se os idosos e suas múltiplas doenças associadas.
Realmente há uma urgente necessidade de se repensar valores e
olhar o ser humano na totalidade, fazendo com que a ética
triunfe sobre a ciência médica, diferente do que ocorre
atualmente. |
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Bernadete de Oliveira
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Sim. O que observamos hoje em UTI -
salvo raras exceções - é realmente uma ausência de decisão
ética. Quando estamos diante de um paciente é muito difícil não
agir com emoção. E por muitas vezes acabamos por personificar o
atendimento, tendo como objetivo seu bem-estar. Porém, ao
encaminhar um paciente idoso com um prognóstico reservado para
UTI e mantê-lo vivo por meses, totalmente dependente de drogas,
aparelhos e sedação, o profissional corre um sério risco de ser
contrário à ética. Por isso é preciso ter normas consensuais
quanto à internação em UTI. Mas alguns interesses estão além das
normas/do bem-estar/da ética. Alguns serviços chegam ao
consenso, estabelecem normas; mas quando você está na "ponta da
linha", observa cada caso... Agradeço muito sua contribuição e
diferença. |
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Dr. João comenta: |
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Que pena que no país a mentalidade
dos gestores normalmente não seja de transformar a tarefa em
possibilidade. E sei que na área de saúde bucal realmente as
coisas são precárias, como se a boca e sua saúde ou seus
problemas não fizessem parte do corpo (assim como o coração, os
pulmões...). Uma primeira saída talvez seja que os gestores
obrigatoriamente tenham sólida formação em saúde pública, caso
contrário... |
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Fernando Antônio T. Juliani
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Agradeço as considerações. Acredito
que a formação em Saúde Pública é de fato, fator de "auxílio"
para o gestor, pois a grande parte das teorias ou o próprio agir
e pensar na saúde, encontramos vasto material de pesquisa e
artigos que ajudam em muito no planejamento de ações e metas.
Porém, penso que muitas coisas, na prática, advém do bom senso e
do diálogo entre as várias camadas representativas, na
governabilidade, pois saber impor um plano ou programa passa
necessariamente pela governabilidade das ações e isto não se
consegue só pelas teorias. A construção do SUS tem que
"deslanchar", sair do alicerce para ter visibilidade para a
população. Uma destas formas de se mostrar é ter a Saúde Bucal
como fator de resgate de cidadania, pois com uma auto-estima em
alta o povo volta a sorrir! |
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Farah Rejenne comenta: |
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Interessante colocação no texto
sobre a responsabilidade individual do idoso por sua saúde,
excluindo todo contexto sócio-econômico e a falta de suporte
especializado a esta nova demanda de população crescente. Sendo
que, o que se observa em estudos, é o aumento de idosos que
necessitam de assistência, mas que por razões do próprio estado
de saúde e/ou sócio-econômico, ficam impedidos de acessar os
serviços tradicionais de saúde e restritos em seu domicílio sem
a mínima assistência. No entanto, é de grande valia a oferta de
serviços (atividades físicas e culturais) que proporcionem uma
integração social e a promoção e manutenção da autonomia e
independência nas atividades do cotidiano, mas é essencial
pensar nos milhares de idosos que não tem esse acesso, que estão
debilitados e/ou incapacitados sem nenhum suporte. Ou seja,
surge a importância de investimentos não só em Centros de
Referência ao Idoso, mas de Assistência Domiciliária com a
proposta das três ações primárias de promoção, prevenção e
reabilitação, bem como na educação da população e dos próprios
profissionais da saúde sobre o idoso e o processo de
envelhecimento. |
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Maria Socorro Timbó Mendes
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Compartilho com você da necessidade
da implantação da assistência domiciliária para idosos que se
encontram incapacitados e impossibilitados de se deslocarem até
os serviços de saúde para atendimento de saúde. Os Centros de
Referências estão conscientes desta necessidade e alguns já
prestam esse tipo de assistência. |
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Ângela
Maria Machado de Lima
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Gostaria de um esclarecimento sobre
o comentário: Farah Rejenne discorda ou concorda com os
argumentos do texto? Pareceu-me concordar, mas a dúvida surgiu
ao ler o primeiro parágrafo (reproduzido a seguir), pois o uso
da palavra EXCLUINDO não me pareceu claro se refere-se ao texto
ou ao contexto sócio-econômico que critico?
"Interessante colocação no texto
sobre a responsabilidade individual do idoso por sua saúde,
excluindo todo contexto sócio-econômico e a falta de suporte
especializado a esta nova demanda de população crescente." |
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Farah Rejenne comenta: |
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A minha colocação foi concordando
com os argumentos do texto, ao tocante da proposta da
necessidade de resistir à tendência de responsabilização
individual das pessoas mais velhas pela sua saúde. E
complementei e enfatizei o fato do sistema de saúde excluir ou
não levar tanto em consideração o contexto sócio-econômico e a
pouca oferta de suporte especializado a população idosa. Espero
que tenha ficado claro agora. Obrigada pelo comentário. |
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Ângela
Maria Machado de Lima
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Obrigada pelo esclarecimento, Farah.
Interessante saber que cada vez mais profissionais de saúde
pensam assim! Quem sabe se com esse horizonte ético possamos
ajudar a modificar as práticas de saúde para idosos no que se
refere à responsabilização social pelo envelhecimento? |
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Áurea Soares comenta: |
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Gostei de suas reflexões,
principalmente no tocante à importância que você atribui ao
diálogo entre o médico e o paciente-idoso para o sucesso do
tratamento. Recentemente li que algumas gestantes que têm planos
de saúde, procuram hospitais públicos para que possam ter seus
filhos de um modo mais natural, isto quando elas são
"aconselhadas " a passar por uma intervenção cirúrgica. A sua
fala vem corroborar o que a imprensa tem noticiado: a rede
pública tem sim oferecido serviço com qualidade aos cidadãos da
cidade de São Paulo. Se por um lado faltam recursos financeiros
para colocar em pleno funcionamento a rede pública, por outro
não resta dúvida que sobram profissionais competentes atuando
nela. |
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Maria Socorro Timbó Mendes
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Áurea, fico contente que concorde
com as minhas reflexões acerca da relação médico-paciente/idoso
e com aprovação da imprensa com relação à qualidade do serviço
da rede pública aos cidadãos de São Paulo. |
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Dr. João comenta: |
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Realmente há muito a medicina vem
excluindo a relação humanista na relação médico-paciente. A
tecnologia cresceu e com ela o distanciamento entre médico e
paciente, que deixam de ser pares. Com o idoso, isso pode ser
mais acentuado pela necessidade de um atendimento mais global,
associado ao fato da maior vulnerabilidade física e
principalmente emocional nesta faixa etária. A sorte é que
muitos profissionais estão resgatando a tão importante relação
médico-paciente ou não a deixando se perder em meio ao frio
mundo tecnológico. Artigos para repensar o tema, como aqui,
sempre trazem contribuições, pois pelo olhar dos outros podemos
obter melhorias individuais. |
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Maria Socorro Timbó Mendes
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Áurea, fico contente que concorde
com as minhas reflexões acerca da relação médico-paciente/idoso
e com aprovação da imprensa com relação à qualidade do serviço
da rede pública aos cidadãos de São Paulo. |
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Ângela
Maria Machado de Lima
comenta: |
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Prezada Socorro, Feliz dia dos
médicos!
Gostaria de saudá-la pelo apelo, a
humanização da relação médico-paciente, em seu artigo. Concordo
com suas idéias, mas teria uma pergunta: em sua opinião, qual
seria(m) o(s) motivo(s) da relação des-humanizada entre doente e
médico? |
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Maria Socorro Timbó Mendes
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Ângela,
Alguns motivos para relação
deshumanizada entre doente e médico: possibilidades de acessos
mais rápidos e precisos ao(s) diagnóstico(s) pela multiplicidade
de recursos tecnológicos que dispensam o contexto emocional na
relação médico-paciente; tempo reduzido para o atendimento
individual aos pacientes estabelecido pela rede pública e
privada para consulta médica; dificuldades impostas ao doente na
escolha do profissional para sua consulta. |
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Ângela
Maria Machado de Lima
comenta: |
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Fernando,
Gostei muito de seu texto mas tenho
uma dúvida: o que seria CPO-D <= 3? |
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Fernando Antônio T. Juliani
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Ângela,
CPO-D é um índice usado na
odontologia para medir e verificar a efetividade de programas em
saúde bucal. As letras significam: Cariados,
Perdidos, Obturados - Dentes; para calcular o índice leva-se em
conta os 28 dentes presentes na boca adulta: permanentes,
erupcionados e desprezando-se os 3º molares, verificamos quais
dentes têm restaurações, cáries etc. e dividimos por dentes
saudáveis. Espero que tenha respondido. |
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Doraci Lopes comenta: |
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Bom dia!
Aprecio a preocupação que alguns
médicos têm com à relação "médico x paciente", principalmente o
paciente idoso. Através de um trabalho multidisciplinar,
poderemos conseguir essa humanização. Sou mestre em gerontologia
pela PUC-SP e assistente social na Santa Casa de Santo Amaro,
integro a equipe multi-profissional e procuramos trabalhar no
processo de humanização no hospital. Parabéns pelo seu trabalho! |
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Ângela
Maria Machado de Lima
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Prezada Doraci,
Interessante poder trocar, não é
mesmo? Acho que o "Portal" é um ótimo espaço para isso.
Vamos em frente. Abraços. |
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