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Oftalmogeriatria: cirurgia, teste e proibição
A seguir teremos duas matérias recentes publicadas na mídia que são animadoras mas devem ser lidas com cautela. A primeira matéria se refere ao uso de células tronco para regeneração de uma parte específica do olho, a córnea. O uso de células tronco na oftalmologia começa a dar seus primeiros passos, mas ainda não é usado em larga escala e ainda não se consegue aplicá-lo a todas as estruturas oculares, muitos estudos ainda estão em andamento. O segundo texto, referente a um novo recurso diagnóstico que através de um exame oftalmológico pode-se suspeitar do início precoce da Doença de Alzheimer, é um estudo já comprovado mas com etapas parciais em andamento e sua aplicação não está, ainda no momento, disponível para a população em geral; de toda forma é promissora a publicação. Sabermos que já temos progressos nestas áreas é de extrema importância e daí a sua divulgação. Marcela Cypel Médica Oftalmologista Pesquisadora Mentora do Portal do Envelhecimento
1. Homem recupera visão com cirurgia inovadora de células-tronco
Um homem que ficou parcialmente cego após intervir em uma briga teve sua visão restaurada por uma nova terapia com células-tronco, segundo informações divulgadas nesta terça-feira pelo jornal britânico The Times. Russell Turnbull, 38 anos, se tornou uma das primeiras pessoas a serem beneficiadas com um tratamento desenvolvido em um centro especializado em Newcastle, no norte da Inglaterra, no qual as células-tronco do olho bom foram utilizadas para reparar o olho danificado. Turnbull perdeu a maior parte da visão do olho direito em 1994, quando foi atingido no rosto por amônia (composto químico que pode causar danos permanentes nos olhos, além de outros riscos ao corpo humano), enquanto tentava separar uma briga dentro de um ônibus durante a madrugada. O produto químico queimou sua córnea, deixando-o com a visão turva, sensibilidade extrema à luz e dor ao piscar. Em testes iniciais realizados com oito pacientes com cegueira parcial, todos relataram melhora da visão e redução da dor nos olhos. Se os cientistas obtiverem sucesso em um próximo estudo com 25 pacientes, já iniciado com apoio do Medical Research Council, o procedimento poderá ser usado para restaurar a visão de milhares de pessoas com córneas doentes ou danificadas. As pesquisas foram conduzidas pelos especialistas Francisco Figueiredo e Ahmad Sajjad. Os pacientes tinham problemas causados por queimaduras químicas e infecções associadas à lentes de contato ou doenças hereditárias. A técnica é realizada da seguinte forma: os cientistas retiram as células-tronco do olho bom dos voluntários para depois multiplicá-las em laboratório. Em seguida, elas são expandidas sobre uma membrana amniótica humana - o mesmo tecido que sustenta o feto no útero, geralmente utilizado como modelo de bioengenharia. O tecido da córnea danificada dos pacientes é removido cirurgicamente para então ser enxertado o tecido com as células-tronco. Em uma média de 19 meses após a operação, conforme os especialistas, os pacientes relataram a melhora na qualidade de vida.
2. Eye Test Could Diagnose Alzheimer's Disease
British researchers have developed a technique that highlights nerve cell damage in the retina of the eye which they have proved correlates exactly to nerve cell damage in the brain.
"It is entirely possible that in the future a visit to a high-street optician to check on your eyesight will also be a check on the state of your brain." The technique, which is just starting human trials and could be available within two years, involves highlighting nerve cell damage in the eye using a chemical marker that glows when it finds it. This can either be administered as an injection in the arm or eye-drops. Once the substance is in the body it seeks out nerve cells that are dying and chemically marks them. All opticians and doctors need then do is use an infrared camera to take a picture of the eye and count how many dots appear in the photo. Researchers, who published their findings in the journal Cell Death & Disease, have calculated that anything more than 20 could indicate the early onset of Alzheimer's. Professor Cordeiro, who worked with Professor Stephen Moss, said: "The death of nerve cells is the key event in all neuro-degenerative disorders – but until now it has not been possible to study cell death in a living eye. "Early diagnosis of Alzheimer's is critical in order to stop and reverse the cell death before it is too late. Once brains cells are dead there is no way to revive them. "If you catch Alzheimer's Disease early enough you can slow it down and even reinvigorate the cells." Alzheimer's charities welcomed the research and said it could change the way the disease is studied, diagnosed and monitored. Dr Susanne Sorensen, head of research at the Alzheimer's Society, said: ""We know as Alzheimer's disease develops, cells in the brain die and the brain shrinks. "The study of this disease has been hampered by the difficulty of following the progress directly in the human brain. This research is very exciting as it opens up the possibility of observing individual cells on the human retina using a relatively non-invasive procedure. "In the longer term this technique could be used for diagnostic purposes or to help researchers monitor the effects of drugs under development. However, much more research needs to be done before we know if we can get to this stage." Rebecca Wood, chief executive of the Alzheimer's Research Trust, said: "Although this study uses animals, it is hoped that the technique can be modified for human use. These findings have the potential to transform the way we diagnose Alzheimer's, greatly enhancing efforts to develop new treatments and cures. "If we spot Alzheimer's in its earliest stages, we may be able to treat and reverse the progression of the disease as new treatments are developed. Dementia scientists currently lack a way of assessing the brain's responses to new treatments in real-time. This technique may help overcome that obstacle." Alzheimer's is the most common form of dementia, which affects around 700,000 people in the UK. One million Britons are expected to develop dementia in the next 10 years. Fonte: Telegraph.co.uk, January 14, 2010
3. Anvisa proibe venda de óculos em farmácias Resolução combate o agravamento da vista cansada ou presbiopia que tem como maior causa o uso de óculos sem prescrição médica. A partir do dia 18, começam a contagem regressiva da automedicação e do uso de óculos de leitura sem receita médica. Entra em vigor a resolução 44 da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que proíbe a exposição de medicamentos ao alcance do consumidor e a venda de óculos em farmácias. A regra deve ser seguida pelo menos em São Paulo onde o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP) apóia a resolução. Já a ABRAFARMA (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias) entrou com uma liminar que desobriga 60 mil estabelecimentos do País a cumprir a nova regra. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, hoje o uso de óculos sem prescrição médica é a maior causa do agravamento da presbiopia ou vista cansada. O problema surge a partir dos 40 anos quando o cristalino, lente natural dos olhos, começa a perder a flexibilidade e com isso a capacidade de focalizar as imagens de perto. Significa que atinge 3 em cada 10 brasileiros e tende a crescer com o envelhecimento da população. Segundo o especialista, mais da metade dos présbitas chegam ao consultório usando óculos de farmácia. Não por acaso, ele diz que já atendeu pacientes com menos de 60 anos e 3 graus de presbiopia, quando o normal é atingir este grau aos 70 anos. Queiroz Neto aponta quatro características dos óculos de farmácia que facilitam a rápida progressão da presbiopia por exigirem maior esforço visual:
Cirurgia para presbiopia ganha maior precisão O brasileiro não está preparado para o envelhecimento da população. Por isso resiste ao uso de óculos de leitura. A prova disso é que 60% preferiam estar bem longe dos óculos. Queiroz Neto diz que a vista cansada associada à miopia, hipermetropia ou astigmatismo pode também ser corrigida por lentes de contato multifocais. Além de esconder a idade, as lentes oferecem melhor acuidade e campo visual que os óculos. O problema é que a adaptação se torna mais difícil com o envelhecimento por causa da redução lacrimal, comenta. A boa notícia é que a cirurgia para correção da presbiopia acaba de dar um salto de qualidade. O especialista que faz parte de um seleto grupo de médicos credenciados a utilizar o laser de femtosegundo, diz que hoje a cirurgia é mais rápida e segura. Isso porque todo o procedimento em que o centro da córnea é moldado para enxergar de de perto e a periferia para enxergar de longe é feito a laser , o que garante maior precisão cirurgica. Para quem optou pelos óculos de farmácia e já está com a presbiopia próxima de 3 é uma nova luz no fundo do túnel. Fonte: Matéria Escrita por Eutrópia TUrazzi– LDC Comunicação em 18/02/2010.
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