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Alzheimer mais cedo
Cientistas dos Estados Unidos e da Itália identificaram variações genéticas associadas com o desenvolvimento precoce do mal de Alzheimer. O estudo será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas). A doença se caracteriza pela presença de anomalias no citoplasma dos neurônios, conhecidas como novelos neurofibrilares, e por placas beta-amilóides duras e insolúveis, que se acumulam entre as células nervosas no cérebro. Esses novelos são compostos de agregados das chamadas proteínas tau. Agora, o grupo coordenado por John Kauwe, da Faculdade de Medicina da Universidade Washington, em Saint Louis, descreve que certas variantes no gene tau, apesar de não estarem diretamente ligadas com o risco de Alzheimer, podem indicar um desenvolvimento da doença mais cedo do que nos casos típicos. Os pesquisadores analisaram DNA de 313 pessoas, voltando a atenção especialmente para 21 regiões da proteína tau que variam de pessoa a pessoa. O grupo verificou que diversas variações nas seqüências estavam associadas com elevados níveis da proteína em fluído cerebrospinal (líquido cefalorraquidiano), mas somente quando acompanhadas da evidência de que as placas beta-amilóides estavam presentes no cérebro, o que, por sua vez, indicava que o voluntário era portador de Alzheimer. Os autores do estudo sugerem que as pessoas que têm tais variantes estão mais propensas a experimentar um início precoce do desenvolvimento de características associadas à doença, como declínio da capacidade cognitiva e demência. O artigo Variation in MAPT is associated with cerebrospinal fluid tau levels in the presence of amyloid-beta deposition, de John Kauwe e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em www.pnas.org. |
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