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Alzheimer: a doença da alma
Informação humanizada, envolta em comovente solidariedade, meta e missão do livro “Alzheimer, a doença da Alma”, de Laura Botelho. Ela reuniu informações de fontes diversas e escreveu esse livro, uma tentativa extremamente bem-sucedida de universalizar o conhecimento que foi coletando no decurso desse período tão difícil de sua vida. A carência de informação é imensa. Famílias, médicos, advogados, enfim, a falta de conhecimento da maioria quase absoluta da nossa sociedade é mesmo muito grande. “Alzheimer, a doença da alma”, o livro de Laura Botelho, é uma espécie de bálsamo, um antídoto contra essa ignorância generalizada. O Livro dá dicas muito valiosas de como lidar com os primeiros sintomas, a irritação e a falta de memória do idoso com a doença de Alzheimer. Um horizonte esclarecedor que reúne desde medidas de prevenção contra as possíveis quedas dos idosos até maneiras clarividentes e generosas de se lidar com os problemas que afetam as pessoas com Alzheimer, a sensação de perda, insônia, medo da noite, agitação, agressividade, também apatia, sonolência, suor excessivo, às vezes convulsões, angústia, dor, abandono, além dos riscos da desintegração familiar que são sempre iminentes nesses momentos de crise aguda. Em seu livro, Laura vai nos conscientizando de que é preciso ter paciência, esfriar a cabeça, ausentar-se de quando em quando, e que o que está provocando aquilo tudo não é o idoso, mas a doença de Alzheimer. Nos ensina como poupar os chamados “cuidadores”, que são as pessoas que cuidam dos idosos, os “anjos da guarda”. Dá dicas abrangentes que vão da escolha de roupas de fácil manuseio para os idosos, até esclarecimentos sobre questões jurídicas, interdição de pessoas com Alzheimer, aposentadoria por invalidez e a Lei do Idoso, passando por uma lista de centros de referência em nosso País. Mas seu livro é muito mais do que todas essas qualidades reunidas: é um libelo contra a intolerância, respaldada pela falta de informação; uma fonte de solidariedade para que as famílias possam se unir, se fortalecer e atenuar, às vezes com música, o implacável avanço dos sintomas e suas complicações. Laura não perdeu as esperanças e ainda vislumbra, num futuro não muito distante, uma vacina contra essa doença da alma, como ela mesma diz. Há sempre esperança, momentos de alívio e de transcendência musical, e também é isso que nos ensina esse necessário livro de Laura Botelho, um estudo sincero e tocante sobre a condição humana. Informações: www.russelleditores.com.br ou http://alzheimeradoencadaalma.spaces.live.com/
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