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O crescimento da população idosa no Brasil tem chamado a atenção de diversos setores sociais. Dados do IBGE (Pnad 2005) indicam que o Brasil está entre os 10 países do mundo com população superior a 60 anos e, segundo a Economic and Social Affairs (ESA), a estimativa para 2020 é de que a população idosa no Brasil tenha uma expectativa de vida de 71,2 anos (homem) e 74,7 anos (mulher), chegando a representar quase 13% da população. O envelhecimento da população tem influência direta na área da Saúde, fato que está relacionado principalmente ao aumento da incidência e prevalência de doenças crônicas como o câncer. As causas para os elevados casos de câncer entre a população idosa são multifatoriais. A exposição prolongada a substâncias cancerígenas como o cigarro é uma delas. A probabilidade de desenvolvimento de algum tipo de câncer dos cinco aos 25 anos de idade é de cerca de 1:700 indivíduos. Já após os 65 anos de idade esta proporção eleva-se para 1:14 (Fonte: Mirra et al. 2001). Prevenir o câncer relaciona-se fundamentalmente a dois aspectos básicos: o rastreamento da doença por meio de exames preventivos e periódicos para o diagnóstico precoce (a Mamografia para o câncer de mama, o Papanicolau para o câncer de útero, ou o sangue oculto nas fezes para o câncer de cólon, por exemplo). O segundo aspecto é o controle ou afastamento dos fatores de risco (evitar o cigarro na prevenção ao câncer de pulmão e os cuidados na exposição ao sol para prevenir câncer de pele, por exemplo). A adoção de uma vida mais saudável com uma alimentação balanceada e a prática freqüente de atividades físicas complementa essa rotina de comportamento preventivo, tão necessário para garantir saúde e qualidade em nossa longevidade. Não se trata mais a velhice como a fase de decadência, como era antigamente, e sim como um período de novos e sonhados projetos de vida. E a saúde está na ponta deste cenário. Afinal, uma maior expectativa de vida deve representar mais anos de vida em boa saúde e sem incapacidades, afirma o geriatra Francisco Carlos de Brito. "O impacto do aumento da população idosa ativa poderá ser sentido em diversas esferas da economia: consumo, desenvolvimento, investimento, distribuição de renda e flexibilidade da mão-de-obra, por exemplo. Os diversos setores terão de se mobilizar para atender esta demanda crescente e, na área da saúde, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz está e continuará fazendo sua parte" enfatiza o médico responsável pelo recém-criado Centro de Envelhecimento Saudável do Hospital. Inaugurado em abril, o Centro de Envelhecimento Saudável do Hospital Alemão Oswaldo Cruz consiste em um programa de 24 semanas de atendimento diferenciado. O participante passa por um processo integrado e interdisciplinar de cuidado à saúde que compreende: orientações sobre prevenção de doenças, atendimento clínico, nutricional, fisioterápico e assistencial (atendimento em enfermagem), realização de exames para diagnósticos, orientação para tratamentos específicos e realização de diversas atividades para a socialização como a prática de atividades físicas e o envolvimento em cursos e palestras sobre diversos temas relacionados à saúde e longevidade. O objetivo é oferecer às pessoas orientações e cuidados especiais para um envelhecimento ativo e uma vida mais autônoma e feliz. ________________________________
Fonte: Segs-Portal Nacional de Seguros e Saúde, 16/08/2007. Disponível em: http://www.segs.com.br
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