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Ana Maria Tomazoni,
A alimentação vai
além da subsistência. O que comemos está ligado às tradições
culturais e informações adquiridas ao longo de nossas vidas. Comemos
com os nossos sentidos. Alimentação e o idoso foi o tema central do evento apresentado por nós no Núcleo de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (Nepe) no dia 28 de março de 2007, na PUC-SP, sob a coordenação de Suzana Medeiros, professora emérita da instituição e docente do Pós em Gerontologia. O evento contou com a participação especial de Regina Helena Pontim, nutricionista e mestre em Gerontologia Social.
Apoiadas na visão interdisciplinar da Gerontologia, tomamos a memória como um instrumento essencial para falar de alimentação, abrangendo educação, nutrição, gastronomia, saúde e envelhecimento. Visando avaliar o impacto nos idosos das informações sobre nutrição, reeducação alimentar, gastronomia, etiqueta à mesa e saudabilidade que são transmitidas em cursos dirigidos à terceira idade, fizemos uma pesquisa qualitativa. Aplicamos um questionário em março de 2007 aos alunos da Faculdade Aberta da Terceira Idade-FATI de São Bernardo do Campo. A FATI conta hoje com 415 alunos e é coordenada por uma cooperativa de professores, a Coofati, tendo como presidente a Prof. Ana Maria Tomazoni, mestranda do Programa de Gerontologia da PUC/SP. O questionário foi aplicado a 18 alunos, 16 mulheres e 2 homens da FATI-SBC. Todos atualmente aposentados ou do lar. Foi perguntado qual o significado da alimentação, qual o alimento que lembra sua mãe ou avó, qual seu alimento preferido, no que a FATI mudou sua vida.
A seguir, as respostas dadas pelos idosos da FATI-SBC:
Alimento preferido: “arroz e feijão, saladas, verduras, legumes, frutas, frango, carne, pizza, macarrão, doces.” O que a FATI mudou no dia-a-dia com as aulas de gastronomia e orientação nutricional: “melhor aproveitamento dos alimentos, inclusão de verduras, legumes e frutas, controle de sal, óleo e açúcar no preparo dos alimentos, escolha de alimentos mais saudáveis no supermercado, preocupação maior com a saúde e prevenção das doenças, prazer em preparar a refeição, mudança no cardápio de toda a família.”
Tais respostas nos mostram a importância da FATI e das ações educativas de forma geral voltadas aos idosos como meio de conscientização, integração e socialização, fazendo dos idosos beneficiários das mudanças dos errôneos hábitos alimentares do nosso cotidiano e também transformando-os em multiplicadores dessas importantes informações nos seus lares e comunidades. Enfim, servindo como instrumento de informação, para prevenção de doenças e promoção de saúde, propomos dicas simples de saudabilidade para nortear nosso dia-a-dia, em busca da longevidade:
1- Faça 5 a 6
refeições ao dia Vamos então brindar, em meio a uma deliciosa e saudável refeição, vida longa a todos nós!
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