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Idosos fazem mais atividade física do que jovens e adultos




Pesquisa realizada em Curitiba revela que 39,9% das pessoas na faixa da terceira idade praticam atividade física, contra 21,7% dos demais adultos, entre 18 e 59 anos. Dentre os motivos, estão a maior preocupação com a saúde e recomendação médica.

    Em Fortaleza, programa promovido pelo Corpo de Bombeiros leva atividade física a grupos de idosos em diversos bairros da cidade (Foto: Rodrigo Carvalho/Especial para O Povo).

    Uma pesquisa da Prefeitura de Curitiba aponta que os idosos praticam mais atividade física que os jovens e os adultos. O levantamento indica que 39,9% da terceira idade entrevistada é considerada ativa ou muito ativa, contra 21,7% dos adultos consultados. "Esta é a primeira pesquisa que quantifica a atividade física em relação à idade e ao nível de instrução", explica o secretário municipal do Esporte e Lazer, Neivo Beraldin. O levantamento ouviu 5.168 adultos e 1.168 idosos.

    A pesquisa serviu para comprovar que, após a aposentadoria, os idosos aumentam suas atividades físicas, por recomendação médica. Os jovens e adultos, na faixa entre 18 a 59 anos, fazem menos atividade física. "Na última década, o idoso passou a se preocupar com a saúde e, aos poucos, está abandonando a imagem da vovó que bordava e do vovô que ficava lendo jornal", afirmou Beraldin. "Comecei a me agitar depois da aposentadoria", contou a aposentada Ana Teresa Campelo, 83.

    O alto índice de atividade física foi apontado na pesquisa, que indicou que 19,4% dos idosos são considerados ativos e 20,5% são muito ativos. Nessas mesmas faixas, entre os adultos, há apenas 19,4% ativos e 2,3% muito ativos. O maior percentual entre os adultos (50,1%) concentra-se entre os moderadamente ativos. Entre os idosos, há 25,9% moderadamente ativos. O pior resultado dos idosos está entre os pouco ativos, 24,1%, e inativos, 10,2%. Para os pesquisadores, a inatividade entre os idosos pode estar relacionada a questões de saúde. Entre os adultos, o percentual de inativos é de 28,2%.

    O grau de instrução também influência nas medidas do índice de massa corporal (IMC), que mede o peso em relação à altura. Há mais pessoas com ensino superior na faixa normal (47,4%) que analfabetos (24,9%). Entre os obesos, os analfabetos lideram com 31,7%, seguidos das pessoas com o ensino fundamental incompleto (29,7%), ensino fundamental completo (26,2%), ensino médio (20,6%) e curso superior (14,4%). (das agências de notícias).

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