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Mostrando postagens de Setembro, 2020
  O dilema de não morrer Por Ronaldo Correia de Brito*      Há cerca de quatro anos um paciente que acompanho teve a suspeita clínica de uma doença neurodegenerativa, uma síndrome parkinsoniana. Nesse tempo, evoluiu com rigidez muscular, perda progressiva de força e da voz, alteração da marcha, dificuldade para deglutir e respirar. Após exaustivas investigações, o diagnóstico nunca foi confirmado, nem se chegou a uma terapêutica que sustasse a progressão dos sintomas.      No momento, ele não anda, não fala, se alimenta através de uma sonda enterorrenal, passando em torno de vinte horas por dia num respirador não invasivo. Há um ano vive sob cuidados de uma equipe médica e para-médica, em atendimento domiciliar semi-intensivo. Vez por outra precisa ser internado por conta de complicações infecciosas.      Muitos pacientes idosos e com doenças crônicas vivem esse mesmo sofrimento. Aqueles que pagam seguro saúde recorrem ao sistema Home Care e podem ser assistidos em suas próprias
  A dança obriga a gente a viver Laís Bodanzky Laís Bodanzky: “‘Chega de Saudade’ me convida a ser feliz. Volta e meia, me pego pensando que era mesmo esse o filme que queria fazer” (Foto: Divulgação). Magela Lima      Beirando os 40, a cineasta paulista Laís Bodanzky anda feliz como criança. A razão? Sua derradeira cria. Premiado como melhor filme na última edição do Festival de Brasília, “Chega de Saudade” já contabiliza a cota de 150 mil espectadores. Na entrevista a seguir, Laís fala de seu processo criativo e descreve seu encontro com o universo da dança de salão.      Por que construir uma história dentro de um salão de baile? Que tipo de relações e situações se dão especificamente nesse espaço, que não em outro? Por que a opção por um lugar onde se não dança e, não, por exemplo, por um lugar onde se come?      Bom, na verdade, a intenção com esse filme é convidar o espectador a conhecer uma noite num salão. Toda a linguagem, toda a construção desde o roteiro, a filmag
  Sucos de frutas reduzem risco de Alzheimer      Suco de uva seria um dos que oferecem mais benefícios à saúde.      Uma dieta rica em suco de frutas pode cortar o risco de Mal de Alzheimer e outras doenças, segundo uma pesquisa da Universidade de Glasgow, na Grã-Bretanha.      A equipe de pesquisadores realizou um dos primeiros estudos a respeito dos benefícios dos antioxidantes. Antioxidantes são químicos naturais que reduzem o dano a células causado pelos radicais livres, tido como uma importante causa de doenças e envelhecimento.      A pesquisa revelou que os sucos de uva, maçã e amora contêm grandes quantidades de benefícios químicos. Sucos      O estudo será publicado na revista  Journal of Agriculture and Food Chemistry . Pesquisadores do Grupo de Nutrição Humana na Universidade de Glasgow examinaram sucos diferentes e a quantidade de antioxidantes que cada suco continha, além dos diferentes compostos químicos.      Antioxidantes conhecidos como polifenóis cons
    Idosos que fazem sexo são mais saudáveis Levantamento feito nos EUA mostra a vida sexual depois dos 60. Trabalho mostrou que os que faziam mais sexo eram os que tinham mais saúde.      Segundo estudo, 81% dos homens e 51% das mulheres entre 57 e 85 anos não dispensam o sexo (Foto: New York Times)      Esqueça aquela história de que o vovô e a vovó preferem ver TV no sábado à noite. Um levantamento feito nos Estados Unidos revela que, pelo menos entre os americanos, os idosos entre 57 e 85 anos são muito mais sexualmente ativos do que os “jovenzinhos” podem pensar. E mais: os que mais fazem sexo na terceira idade são também os mais saudáveis.      O estudo encomendado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, e publicado na revista científica “The New England Journal of Medicine”, revela que a maioria dos americanos acima dos 57 não apenas faz sexo, como considera o ato sexual uma parte muito importante da vida.      Entre as idades de 57 e 64, 73% dos idos
  De olho no diabetes Por Fábio de Castro      Pesquisadora da Unicamp demonstra que hipertensão está associada a fatores que desencadeiam uma das mais freqüentes complicações crônicas do diabetes: a retinopatia diabética, lesão que pode levar à cegueira.      A tendência genética à hipertensão arterial está associada aos fatores que desencadeiam uma das mais freqüentes complicações crônicas do diabetes: a retinopatia diabética, lesão na retina que pode levar à cegueira. A relação foi demonstrada pela primeira vez por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).      O estudo, realizado por Jacqueline Mendonça Lopes de Faria, professora da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa. O projeto, concluído em junho, foi a base de um novo estudo sobre o tema, já em andamento.      De acordo com Jacqueline, a pesquisa, cujo objetivo era aprofundar a compreensão da patogênese da retinopatia diabética, tem
  Música Favorece o Bom Envelhecer Estudo recente mostra que as perdas auditivas que costumam ocorrer com o envelhecimento podem ser evitadas com treinamento musical.  Por Redação Portal na categoria 'Saúde-Doença'      Música, um verdadeiro bálsamo para o espírito, agora, graças a recentes pesquisas torna-se um importante aliado no processo de envelhecimento. Na realidade o que se apurou no trabalho foi que o treinamento musical pode evitar ou compensar atrasos no sincronismo neural (capacidade do cérebro para codificar e depois decodificar estímulos sonoros). Este estudo em questão, somado com outros, sugere que experiências musicais ao longo da vida podem retardar certos aspectos do processo de envelhecimento, como a perda de audição e memória.      Coisas aparentemente simples gerando resultados preciosos na qualidade de vida das pessoas. Os pesquisadores da Northwestern University, afirmam se este, o primeiro estudo a oferecer uma evidência biológica de que
 Da velhice como potência ativa da vida Por Afin      Para melhor instituir o controle sobre o corpo, o poder precisa fragmentá-lo, daí a divisão em limites de idade que, a partir da psicologia, da pedagogia, mais dizem o que deve um corpo fazer em determinado período de sua existência do que o que ele pode realizar em sua potência. E assim foram instituídas as idades do homem: Infância, Maturidade, Velhice.      Nos estratos capitalísticos, que levam em conta apenas a produção no plano do capital (força de trabalho, mais-valia = lucro) sem qualquer menção a alguma satisfação existencial legítima, os velhos, assim como as crianças, não servem. Estas porque ainda não atingiram a rigidez exigida dos músculos; aqueles porque não a possuem mais. No caso da velhice, essa “dispensa” das funções ocorre quando todas as energias já foram sugadas e todas as linhas de atuação do ser em sua totalidade já foram interrompidas, restando o triste fascínio com o opressor que o descartou. E isso não
  Entenda os mistérios da memória Labirintos da memória: Quem sou? , de Vera Maria Antonieta T. Brandão. Paulus Editora.      A origem da palavra memória remete à mitologia greco-romana, mais precisamente à deusa Mnemósine, filha do Céu e da Terra, irmã de Cronos – o deus que preside o tempo – e mãe das Musas, que com ela regiam as artes e todas as formas de expressão, especialmente a poesia.      Além da mitologia, a memória têm sido objeto de estudo da Filosofia, da Física, da História, da Antropologia e de muitas outras ciências.  Labirintos da memória: Quem sou? , lançamento da PAULUS Editora, convida o leitor a analisar o tema sob uma perspectiva interdisciplinar.      O livro alerta que, muitas vezes, a memória é relacionada somente com o envelhecimento e a patologias como, por exemplo, doença de Parkinson e mal de Alzheimer, o que não é verdade. “A memória é a nossa identidade”, afirma Vera Maria Antonieta T. Brandão, autora do livro.      A autora explica que a formação d
  Idosos fazem mais atividade física do que jovens e adultos Pesquisa realizada em Curitiba revela que 39,9% das pessoas na faixa da terceira idade praticam atividade física, contra 21,7% dos demais adultos, entre 18 e 59 anos. Dentre os motivos, estão a maior preocupação com a saúde e recomendação médica.      Em Fortaleza, programa promovido pelo Corpo de Bombeiros leva atividade física a grupos de idosos em diversos bairros da cidade (Foto: Rodrigo Carvalho/Especial para O Povo).      Uma pesquisa da Prefeitura de Curitiba aponta que os idosos praticam mais atividade física que os jovens e os adultos. O levantamento indica que 39,9% da terceira idade entrevistada é considerada ativa ou muito ativa, contra 21,7% dos adultos consultados. "Esta é a primeira pesquisa que quantifica a atividade física em relação à idade e ao nível de instrução", explica o secretário municipal do Esporte e Lazer, Neivo Beraldin. O levantamento ouviu 5.168 adultos e 1.168 idosos.      A pes
  Direito à saúde, escassez e o Judiciário      É nesse contexto que se deve questionar a posição do Judiciário de interpretar o direito à saúde como um direito individual ilimitado   Octávio Luiz Motta Ferraz*      A polêmica decisão do governo brasileiro de quebrar a patente do medicamento contra Aids Efavirenz ilustra bem um importante problema mundial: o alto custo da saúde e a conseqüente necessidade de racionamento nessa área. Certa ou errada a decisão política, o fato é que o preço de medicamentos (influenciado pelo regime de patentes) tem claro impacto na capacidade de qualquer sistema de saúde de atender às necessidades da população.      Quanto mais caro o preço de determinado medicamento, ou se tratam menos portadores da doença correspondente ou se tratam menos portadores de outras doenças. E assim com o preço de qualquer outro insumo da saúde. Não há segredo, é a lógica implacável do "cobertor curto".  É claro que é possível também ampliar os recursos de
  Falta papo entre colegas de idades diferentes, diz pesquisa Por Megan Davies      Nova York - Existe uma lacuna geracional nos locais de trabalho porque os empregados de 20 e poucos anos raramente conversam com seus colegas cinquentões ou sessentões, segundo uma nova pesquisa.      As 3.494 entrevistas feitas pela consultoria de RH Randstad USA mostrou que 51 por cento dos "baby boomers" (uma geração hoje na faixa dos 50-60 anos) e 66 por cento dos trabalhadores mais velhos têm pouca ou nenhuma interação com seus colegas mais jovens.      Especialistas em recursos humanos temem que essa falta de comunicação crie uma escassez de mão-de-obra qualificada, porque uma geração está se aposentando sem transferir seus conhecimentos.      "Os trabalhadores mais velhos vêem de forma estereotipada os mais jovens como não tão competentes e sem tanta ética de trabalho", disse Eric Buntin, diretor de marketing e operações da Randstad USA.      "Os trabalhadores m
  Animais de Estimação Beneficiam Saúde do Idoso      Experiência em muitas casas de idosos comprova que animais integrados à rotina tornam a vida mais agradável e digna de ser vivida.  Por Redação Portal na categoria 'Saúde-Doença'      Animais de estimação são, comprovadamente, uma delícia. Fofinhos, carinhosos e sempre disponíveis para pequenos agrados, eles têm, na verdade uma função para lá de importante na vida de muitas pessoas: tornam a vida de quem sofre, prazerosa, estimulante e digna de boas lembranças. Especialmente para pacientes com Alzheimer ou outras doenças relacionadas à memória, os bichinhos podem trazer ótimos e inúmeros benefícios.      A reportagem intitulada “Confira 5 benefícios que os pets trazem à saúde do idoso”, publicada no site Terra, conta a experiência de Rita Altman, em coluna do jornal Huffington Post, relatando que em muitas casas de idosos, os animais são integrados na rotina diária de seus moradores, visando prover um dia a di
  Pensamentos sem rumo Neurocientistas enfrentam dificuldades para identificar os mecanismos cerebrais da divagação mental Roberto Lent*      A escritora inglesa Virginia Woolf (1882-1941) perdida em divagações.      Você chega do trabalho ou da faculdade, instala-se numa poltrona com um copo de uísque ou refrigerante para relaxar, põe um CD para tocar uma música suave, e daqui a pouco seus pensamentos vagueiam sem rumo, abordando ora uma coisa, ora outra. Você não presta mais atenção à música ambiente, nem a qualquer ideia objetiva específica. No entanto, sua mente flutua livremente: surgem idéias novas, imaginações e fantasias, lembranças do passado e aspirações sobre o futuro. O pensamento transcorre sem rumo. Você divaga.      As divagações são uma forma de pensamento muito criativa e livre, talvez relacionada com o que os filósofos chamam às vezes de “pensamento nômade”. O que acontece em nosso cérebro quando divagamos, quando pensamos sem um objetivo cognitivo explícito? H